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#Resenha: Segundo a Lei da Arma.

  • 2 de fev. de 2016
  • 3 min de leitura

Boa noite amigos leitores. Como já é de costume e eu sei que vocês adoram, trouxe uma bela resenha de um livro parceiro para que possam conferir minha opinião sobre ele e claro, adicioná-lo a sua lista de leitura, porque se tem algo que estou tendo com livros ultimamente é sorte! Vamos lá então? Vamos!


O Corvo sobrevoava o deserto do Novo México. Atraído pelo chamamento do sangue, chegou a uma solitária montanha pintada em tons alaranjados. Abaixo, três figuras: um fora da lei, um ranger e um caçador de recompensas— três representantes do melhor e do pior que a espécie humana tem para oferecer— dançavam uma dança tão antiga como a própria existência: a dança da morte. Texas Red. Filho perdido do povo Navajo e criminoso sanguinário, produto das tragédias que assolaram o seu povo. Olhos-Azuis. Personificação estóica do velho oeste e da ideia de que as leis apenas existem porque homens poderosos asseguram a sua existência. Forasteiro de Negro. Sádico e desprovido de quaisquer escrúpulos. Ele cospe na face das leis da sociedade e obedece apenas ao seu depravado e rígido código moral. No final do dia, estes três homens demonstrarão que quando o homem despe as ilusões efémeras da sociedade apenas uma lei sobrevive— A Lei da Arma.


Quem olha a capa deste livro sem lê-lo com certeza não entende do que se trata, apesar da beleza aparente que ela tem, muito bem trabalhada e nos tons certos, apenas após a leitura se dá o entendimento do significado de todo o trabalho, pois não dá para negar, a capa é maravilhosa, principalmente quando se sabe todo o enredo e se entende que ela foi feita sob medida para Segundo a Lei da Arma.


O livro trata da vida de Texas Red, o bandido mais temido do Velho Oeste, índio descendente dos Navajo, vaga pelo Novo México em busca da liberdade do seu povo, incluindo a da sua família.

Quando a maldade ganha fama, ganha também certos problemas onde quem a espalha precisa carregar (ou dar o seu jeitinho), no caso de Red, seu carma é um Ranger, que passa a persegui-lo com o intuito de capturá-lo, vivo ou morto.

Nesta brincadeira de gato e rato, logo aparece um novo perseguidor, famoso Olhos Azuis, que por incrível que pareça (nem tanto), também está em busca de Texas Red.

Mas encontrá-lo é mais difícil do que parece, mesmo com tantos rastros de sangue deixados em seu caminho, o medo que os moradores da pacata cidade onde o fora da lei "se esconde" sentem, passa a encobrir suas pistas, afinal, ninguém quer abrir a boca para dizer uma palavra se quer sobre ele.

Assim, o Ranger e o Caçador de Recompensas precisarão correr contra o tempo e usar de suas armas para encontrá-lo o mais rápido possível e impedir que Red bote mais um de seus planos em prática.


É difícil saber quando vamos ou não gostar de uma leitura, há aqueles casos em que gostamos da capa/sinopse e não curtimos o conteúdo, assim como ao contrário, também tem aquele caso de surpresa, quando gostamos da capa, porém o livro não é de nosso gênero, mas ao abrir o miolo e ler a história a gente passa a amar e devorar com muito gosto e posso dizer: esse foi o meu caso.


Velho Oeste, Foras da Lei, Xerifes, Duelos, nunca foram muito a minha praia, principalmente se tratando das telonas, mas se eu pensava assim, depois de ler Segundo a Lei da Arma, eu não penso mais. Quer saber o por quê?

Com uma escrita simples (nem tanto para mim, pois estava em português de Portugal) e instigante o autor consegue nos prender do inicio ao fim, narrado por um corvo (isso mesmo que você leu), o que é totalmente inusitado, a trama se desenrola de uma forma claramente excitante.

É uma trama cheia de aventura, mistério, suspense onde conseguimos sentir a tensão dos personagens e nos sentir como se estivéssemos dentro do livro, pois é, José escreveu o livro de uma forma tão cativante que não dá para não se sentir no deserto do Novo México, é incrível como conseguimos nos transportar para lá e a cada passo do personagem é como se nós leitores estivéssemos caminhando no lugar dele.


Aquilo que mais me chamou a atenção foi a forma diferente em que algumas frases foram colocadas como "Fica com o do Frank, diss'eu", algo que no começo dificultou um pouco meu entendimento, assim como o idioma diferente, contudo, nada pode estragar minha deliciosa leitura.


Não posso deixar de citar também a forma como imaginamos e vemos neste livro o modo em que os seres humanos viviam naquela época, que com certeza, foi bem longe do nosso tempo.


Se ação é o seu negocio, Segundo a Lei da Arma é o seu livro!



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